Existe uma fase da maternidade que muitas mães temem, mas poucas compreendem de verdade: o terrible two. O nome pode assustar, mas essa etapa — normalmente entre os 18 meses e os 3 anos — é um marco fundamental no desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. É quando ela começa a testar limites, afirmar sua identidade e buscar independência.
Na teoria, parece apenas uma fase desafiadora. Na prática, é um turbilhão de emoções, lágrimas, aprendizados e amor sendo testado todos os dias.
O termo terrible two vem do inglês e significa “terríveis dois anos”. Ele descreve comportamentos comuns dessa faixa etária: negativas constantes (“não quero!”), crises de choro, explosões de raiva e uma resistência quase simbólica a qualquer comando.
Mas o que parece “desobediência” é, na verdade, um processo de construção da autonomia. O cérebro da criança está aprendendo a lidar com emoções intensas, mas ainda não amadureceu o suficiente para expressá-las de forma equilibrada. Por isso, o corpo fala — e grita.
Especialistas como Tania Zagury e Dra. Ana Escobar explicam que essa fase é natural e saudável. A criança precisa testar o mundo para entender até onde pode ir, e isso só é possível quando encontra um adulto firme, mas acolhedor.
Com o Antonio, eu quase não vivi o terrible two. Ele sempre foi tranquilo, adaptável, e bastava uma explicação curta para tudo se resolver.
Já com a Bella… estou vivendo intensamente essa fase.
Ela é doce, esperta e cheia de personalidade — e justamente por isso, cada pequena contrariedade vira um desafio. Chora se a roupa não é a que ela quer, se o sapato aperta um pouco, se eu troco o penteado, se o desenho acaba antes do tempo.
Há dias em que parece que nada agrada.
No começo, eu tentava argumentar, explicar, negociar… mas logo percebi que razão não funciona quando a emoção está dominando. Nessas horas, tento mudar o foco, distrair, cantar, propor algo diferente. Às vezes dá certo. Outras vezes, é simplesmente assustador ver como ela se desorganiza emocionalmente — e como eu preciso respirar fundo para não me desorganizar junto.
É uma fase em que a paciência vira músculo: a gente exercita todos os dias.
A neurociência mostra que, até os 6 anos, o cérebro infantil ainda está em plena construção. O córtex pré-frontal — responsável por controlar impulsos e tomar decisões — ainda é imaturo, enquanto o sistema límbico, onde nascem as emoções, está em ebulição.
Isso significa que a criança sente muito, mas ainda não consegue entender o que sente.
Por isso, quando a Bella se joga no chão chorando porque eu troquei o vestido rosa pelo azul, não é sobre a roupa em si. É sobre controle, identidade, necessidade de ser ouvida.
O maior desafio é manter a calma.
Quando eu reajo com irritação, ela reage com mais força ainda.
Quando eu consigo respirar e acolher (“eu sei que você queria o outro vestido, mas agora vamos com esse e depois trocamos”), as coisas se acalmam.
Não é sobre ceder a tudo — é sobre guiar com firmeza e amor ao mesmo tempo.
Eu descobri que o que mais ajuda é a previsibilidade: ter uma rotina clara, com momentos estruturados. Quando ela sabe o que vai acontecer, se sente mais segura e reage melhor.
1. Escolhas simples.
Ao invés de “vamos colocar a roupa?”, pergunto “você quer o vestido rosa ou o azul?”. Assim ela sente que está participando da decisão.
2. Nomear as emoções.
Dizer “eu sei que você ficou triste porque não foi o que queria” ajuda a validar o sentimento. Às vezes, só isso já acalma.
3. Antecipar as mudanças.
Avisar antes de trocar a roupa, sair ou desligar o desenho faz diferença. Crianças pequenas têm dificuldade em lidar com transições bruscas.
4. Reduzir estímulos.
Notei que crises costumam acontecer quando ela está cansada ou com fome. Evitar ambientes barulhentos ou cheios de pessoas em dias assim ajuda muito.
5. Conexão antes da correção.
Nos momentos de crise, tento primeiro me aproximar, olhar nos olhos, mostrar que estou ali. Só depois conversamos sobre o que aconteceu.
O mais bonito dessa fase é perceber o quanto ela também nos transforma.
Aprendi que não existe fórmula pronta — cada filho nos ensina de um jeito.
Com o Antonio, aprendi a leveza.
Com a Bella, estou aprendendo a paciência e o autodomínio.
O terrible two me fez olhar pra mim: como reajo às frustrações, como lido com o controle, como acolho o caos.
Percebo que, quando respiro fundo e ajo com empatia, a crise passa mais rápido.
E, quando ela passa, vem o abraço — aquele abraço apertado que parece dizer: “eu ainda sou pequena, mas estou tentando aprender”.
Talvez o mais desafiador dessa fase não seja lidar com a birra da criança, mas com as emoções que ela desperta em nós.
A maternidade nos obriga a amadurecer emocionalmente junto com os filhos.
E o terrible two é exatamente isso: o espelho do nosso próprio limite.
A boa notícia é que passa.
Com o tempo, as palavras substituem o choro, a autonomia ganha espaço e o vínculo se fortalece.
O amor cresce, e a paciência também.
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